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What if I say I'm not like the others?
What if I say I'm not like the others?
Giovanna, 15, Brazil.
“Eu não sei exatamente o porquê você sempre volta, mas eu gostei de todas as vezes que você voltou.
Allax Garcia.  (via allaxg)

designboom:

floto + warner capture colourant floating sculptures
all images courtesy of floto + warner

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soulwithin465:

Here’s Stormfly!

Toothless ACEO can be found here.

Inconstância

Eu tô no limite. Da paciência, da bateria do meu celular, da minha tolerância e do meu orgulho.
Já deve ser a quinta vez, só nesta semana, que eu digo pra mim que desisto de você, que largo o celular na cama para, minutos depois, me ver tentada pela ansiedade por saber se você já me respondeu.
O problema é quando você não responde. Quebrável, é como eu fico. Uma taça de cristal em uma caixa de mudança, sem aviso de “Frágil” ou instruções de cuidado.
Então, eu desisto de novo, se é que seja possível, e volto atrás de novo, com todas as possibilidades que ainda me cabem.
Uma noite mal-dormida, um texto que não foi escrito, desculpas que não foram pedidas e uma paciência que pouco a pouco chega ao fim.
Você já não está mais na tela do meu celular. Quanto tempo até que não seja mais a tela da minha vida?

Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Caio Fernando Abreu.  (via poetaresguardada)

tumblgheadovrheels4u:

well that was morbid as all hell

molotovs-and-pie:

dadded:

forgive me

HHAHAH NO

Partícula de indeterminação do sujeito

Ela tinha vinte e três anos e fumava um Malboro na ala para fumantes do restaurante que eu frequentava todos os dias. Era uma da tarde e ela já tinha bebericado uma cerveja. Eu disse ao garçom que ela tinha cara de publicitária, e ele replicou dizendo que a viu sair de uma sala de design gráfico.
Nós dois erramos porque ela disse ser jornalista quando me sentei em uma mesa próxima.
“Cada um se mata como pode.”, e riu quando a perguntei porque fumava.
Ela tinha vinte três anos, um maço de Malboro pela metade e uma tosse com intervalos curtos.
Descobriu os braços e me disse que não encostasse os cotovelos na mesa, porque assim a boa educação à mesa dizia.
Ela tinha vinte e três anos, um terço de um maço de Malboro e uma pena tatuada no antebraço, como um lembrete constante de não levar a vida tão a sério.
Eu balancei o copo de suco de uva e ela riu do meu pulôver.
Atualmente, eu tenho vinte e oito anos, uma barba cheia, indeterminados quadrinhos da hit-girl e nenhum emprego.
Parei de fumar há oito meses e meio e faz um ano que não encosto uma gota sequer de álcool na boca.
Pergunto de quem é a aliança e ela me diz com um sorriso aéreo que só quer pertencer a si mesma.
Eu sorrio por trás das lentes do meu óculos e tento enxergar sua alma além do que os 2,3 graus de hipermetropia me permitem ver.
Ela tira um gloss da bolsa e retoca a maquiagem. Bebe mais um gole de cerveja e a marca da sua boca fica no gargalo da garrafa. Me oferece e eu rejeito com a voz do coordenador do A.A na minha mente, dizendo que tudo começa no primeiro gole. Ela arrumou o cabelo e revirou os olhos, como se dissesse que eu não existo.
Me pagou um chá verde porque ouviu falar que controlava a oleosidade da pele. Eu sorri porque queria vê-la sorrir e aceitei o chá porque esperei que ela me desse seu telefone. Ela olhou o relógio e disse que precisava ir embora. Perguntei se iríamos nos ver de novo e ela sorriu com complacência. Tirou um Mastercard ilimitado da carteira e pagou nossa conta.
Me deu um beijo nos lábios, um maço de cigarro quase no final e nenhuma esperança de encontrá-la por aí.
Tomei um gole do chá verde e rodei a chave da moto no dedo indicador. O garçom veio retirar o lixo da mesa e pedi que deixasse a cerveja. Guardado no gargalo, o gloss, o cheiro, a boca. E no coração, no átrio direito, ela. E o cabelo e o chá verde e os vinte e três anos que eu nunca terei de novo.

Pontuação da vida

Sejamos honestos: que você não seja os três pontinhos da minha vida, as reticências, o fim. O importante é que se houver um ponto final, não quero ter me arrependido de todas as vírgulas e pausas, as exclamações ou ideias repetidas. Só quero que você seja uma dissertação errada, onde haja introdução, meio e a conclusão acabe sem um fim, porque é isso que eu quero pra gente.