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What if I say I'm not like the others?
What if I say I'm not like the others?
Giovanna, 15, Brazil.

Uma breve crítica ao amor

Se qualquer um me fizesse escolher entre ser feliz ou ter razão, eu, com meu jeito orgulhoso e um tantinho arrogante, escolheria ter razão, porque, geralmente, só estando certa eu me sinto feliz.
Até aparecer você, sabe? Com teu jeito orgulhoso e um tantinho mais arrogante que o meu, eu prefiro ser feliz.
O amor é uma patricinha fútil e escrota que te faz de gato e sapato, muda tua vida e não pede licença quando quer ser o centro das atenções. Amar é um verbo descartável. Parece medíocre e insensível dizer isso, além de me fazer parecer uma velha coroca desgostosa da vida. O amor é egoísta e superficial, eterno enquanto durar o prazo de validade em aberto.
Se é assim, que eu vista Gucci, Prada, Chanel. Que eu ignore o prazo de validade e corra o risco de me intoxicar, mas que eu ame. Porque se “amar” é um verbo descartável, “viver sem você” é uma oração inadmissível.

Mancha

Eu manchei meu casaco preferido, que só é meu preferido porque foi você que me deu. Devia ter seu cheiro, porque de tanto eu te abraçar, seu perfume deveria ficar pra sempre. Deveria, mas não ficou. E hoje, especialmente hoje, num sábado com cara de quinta-feira, ele tem o cheiro de creme de corpo e do meu perfume de baunilha, aquele que você tanto gosta, que eu tanto uso e que não falta tanto assim pra acabar. São dez da noite e eu quero te dizer que te amo dez vezes, uma pra cada hora. Mas você dormiu, e, a esta hora, deve estar no seu décimo terceiro sono. Já eu, estou na décima terceira vez que apago e reescrevo a mesma nota, tentando pela décima terceira vez nas quinze horas que eu estou acordada entender porque cada raio de fato aleatório me faz pensar em você.
A mancha vermelha ainda não saiu do meu casaco, e eu tenho certeza que mesmo que eu tente, a mancha que você deixou não vai sair do meu coração.

Mancha

Eu manchei meu casaco preferido, que só é meu preferido porque foi você que me deu. Devia ter seu cheiro, porque de tanto eu te abraçar, seu perfume deveria ficar pra sempre. Deveria, mas não ficou. E hoje, especialmente hoje, num sábado com cara de quinta-feira, ele tem o cheiro de creme de corpo e do meu perfume de baunilha, aquele que você tanto gosta, que eu tanto uso e que não falta tanto assim pra acabar. São dez da noite e eu quero te dizer que te amo dez vezes, uma pra cada hora. Mas você dormiu, e, a esta hora, deve estar no seu décimo terceiro sono. Já eu, estou na décima terceira vez que apago e reescrevo a mesma nota, tentando pela décima terceira vez nas quinze horas que eu estou acordada entender porque cada raio de fato aleatório me faz pensar em você.
A mancha vermelha ainda não saiu do meu casaco, e eu tenho certeza que mesmo que eu tente, a mancha que você deixou não vai sair do meu coração.

“Eu não sei exatamente o porquê você sempre volta, mas eu gostei de todas as vezes que você voltou.
Allax Garcia.  (via allaxg)

designboom:

floto + warner capture colourant floating sculptures
all images courtesy of floto + warner

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soulwithin465:

Here’s Stormfly!

Toothless ACEO can be found here.

Inconstância

Eu tô no limite. Da paciência, da bateria do meu celular, da minha tolerância e do meu orgulho.
Já deve ser a quinta vez, só nesta semana, que eu digo pra mim que desisto de você, que largo o celular na cama para, minutos depois, me ver tentada pela ansiedade por saber se você já me respondeu.
O problema é quando você não responde. Quebrável, é como eu fico. Uma taça de cristal em uma caixa de mudança, sem aviso de “Frágil” ou instruções de cuidado.
Então, eu desisto de novo, se é que seja possível, e volto atrás de novo, com todas as possibilidades que ainda me cabem.
Uma noite mal-dormida, um texto que não foi escrito, desculpas que não foram pedidas e uma paciência que pouco a pouco chega ao fim.
Você já não está mais na tela do meu celular. Quanto tempo até que não seja mais a tela da minha vida?

Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Caio Fernando Abreu.  (via poetaresguardada)

tumblgheadovrheels4u:

well that was morbid as all hell